domingo, maio 03, 2009
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Ode aos amigos
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Por onde eu (re)começo?
"Fique perto das coisas que você ama. E leve um bastão de beisebol para o resto"
Tony Parsons, Londres, 1994.
Tony Parsons, Londres, 1994.
Veja bem, não existe aqui nenhum tipo de ode à qualquer forma de violência ou ignorância. Que isso fique bem claro. Só achei a declaração conveniente, já que o assunto aqui vem a ser paixão. Não uma paixão convencional, por outra pessoa (não que qualquer outra paixão não seja convencional), mas sim paixão pelo que faz. Seja profissionalmente, por hobby ou até por conveniência ... não importa, desde que seja genuinamente intencional e (importantíssimo) inevitável. A questão é que sempre me sinto um pouco preguiçoso quando penso na idéia de me dedicar ao que amo, ao que me satisfaz, talvez por não imaginar que alguém possa ser apaixonado por fazer cirurgias plásticas ou analisar mercados internacionais, mas isso não vem ao caso. O que mais me intriga é pensar que buscar viver das coisas que me cativam e que me levantam da cama todos os dias seja pura fantasia e imaturidade. Pois bem, ao ler estas (e junto a estas algumas outras) palavras de Tony Parsons, jornalista musical apaixonado pelo que faz, esse sentimento de fantasia me pareceu bobagem. Hoje ouví de um grande amigo coisa parecida, do tipo "só conseguirei viver do que eu amo". Na ocasião estávamos conversando sobre montar uma banda. Ensaiamos pela primeira vez na semana que vem. Ainda não tenho bastão de beisebol pra levar e espero não precisar de um, mas acho que aprendí o caminho das coisas que eu amo.
terça-feira, outubro 28, 2008
Junior Boys - Live In Concert
Pra quem ficou com saudades do Tim Festival 2008, aí vai o que foi, para mim, o melhor show da edição.
sábado, outubro 11, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
AA - Afinidade Afetiva:
Entenda aquí como afinidade com alguém que você esteja mantendo algum tipo de relacionamento amoroso. A impressão que temos é a de que a gente consegue medir isso antes mesmo dessa relação acontecer de fato, o conhecido "não é pra mim" ou "não vai dar certo", mas mesmo assim deixa rolar.
Não to dizendo que essa pré-constatação é sempre equivocada.
Estou apenas me indagando mesmo.
Só acho que essa pré-definição precipitada, quando pro lado negativo, acaba no final das contas fazendo com que muita gente deixe de se permitir o que poderia ter sido algo muito além de simplesmente legal, além de apenas bom, diferente.
Fica a impressão de algo desperdiçado, talvez.
Talvez, não tenho certeza.
Não to dizendo que essa pré-constatação é sempre equivocada.
Estou apenas me indagando mesmo.
Só acho que essa pré-definição precipitada, quando pro lado negativo, acaba no final das contas fazendo com que muita gente deixe de se permitir o que poderia ter sido algo muito além de simplesmente legal, além de apenas bom, diferente.
Fica a impressão de algo desperdiçado, talvez.
Talvez, não tenho certeza.
domingo, maio 18, 2008

Com a maioria das críticas negativas (depreciativas, eu diria) Speed Racer chega às telonas.
Muito depreciativas, logo, foi o que me despertou curiosidade (além da habitual, por ser um grande lançamento).
Conclusão: Se você não gostou de Speed Racer, comece a se preocupar: Você (já) está velho demais.
Se você alguma vez já frequentou cabines (exibições para jornalistas antes da estréia dos filmes) sabe que a maior parte dos jornalistas que escrevem críticas para cinema (principalmente os de veículo impresso) dão medo de tão "seres bizarros" que são. Pois bem... ignore-os. Pra sempre! Eles nem ganham tão bem assim e falam muita besteira pra muita gente (se fosse pra poucas pessoas até salvava...). CPI pra eles. Eles não entenderam nada! E nem podem, só nascendo denovo.
Eu achei Speed Racer fantástico!. Acho que era só isso que eu queria dizer.
domingo, maio 04, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008
terça-feira, abril 01, 2008
há alguns dias...
utopia pós-moderna do pensamento
chato, ranzinza, irônico, sarcástico, vingativo, irritado, implicante, triste,
confuso e por isso
perdido, desanimado, inseguro, apático, sério, cansado,
programando um montão de coisas.
Outra vez.
Os tempos que fizeram da euforia a desculpa perfeita pra esconder quem não acho bacana e confortável, parecem estar ficando distante.
Eu gosto do agora, porque eu penso.
No fundo eu não gosto do agora, porque eu penso.
Eu gosto daquele tempo porque eu não pensava.
Eu não posso gostar daquele tempo, porque eu não pensava.
Eu gosto daquele tempo, mas é interessante quando passa.
Eu preferia aquele tempo denovo, pra pensar como agora eu novamente penso
e daí poder pensar novamente que em mais nada eu penso.
e agora? O que é que eu faço?
- Next!! (?)
chato, ranzinza, irônico, sarcástico, vingativo, irritado, implicante, triste,
confuso e por isso
perdido, desanimado, inseguro, apático, sério, cansado,
programando um montão de coisas.
Outra vez.
Os tempos que fizeram da euforia a desculpa perfeita pra esconder quem não acho bacana e confortável, parecem estar ficando distante.
Eu gosto do agora, porque eu penso.
No fundo eu não gosto do agora, porque eu penso.
Eu gosto daquele tempo porque eu não pensava.
Eu não posso gostar daquele tempo, porque eu não pensava.
Eu gosto daquele tempo, mas é interessante quando passa.
Eu preferia aquele tempo denovo, pra pensar como agora eu novamente penso
e daí poder pensar novamente que em mais nada eu penso.
e agora? O que é que eu faço?
- Next!! (?)
segunda-feira, março 24, 2008
Trouble!

Como toda rainha que bem sabe a posição de sua majestade, Madonna sempre soube reconhecer seus súditos. Foi assim quando estampou Kylie e Britney em suas camisetas, publicamente. E ela faz o mesmo com seus produtores. Transforma o trabalho deles em algo genuinamente seu, autoral, pop, fácil e renovador, tudo ao mesmo tempo. Não é novidade pra ninguém que seus discos contem sempre com a produção minimalista de diversas tarimbadas figuras "fazedoras de música". Pois bem, dessa vez Madonna escolheu como figura principal para assinar sua produção ninguém menos que o maior produtor musical da atualidade, goste você ou não, Mr. Timmy-timmy-timbo, Timbaland e junto a ele seu pupílo, ao qual muitos insistem coroar como "O novo rei do pop", Justin Timberlake. Ao último Madonna designou a função de co-produzir, co-escrever e, obviamente, cantar no intitulado "Hard Candy", seu 11º álbum depois do excelente e aclamado "Confessions on the Dancefloor".
A grande pergunta aquí é, Por que Justin e Timbaland? Justin e Timbaland são um para o outro o que Michael foi para Quincy e vice-versa. Sem esse papo de re-invetar (até mesmo porque a própria Madonna ja vestiu essa camisa, daí não vale), mas ambos inauguraram um novo pop mainstream musicalmente interessante, como Michael, Quincy e a própria Madonna em tempos áureos. Falando em Michael, é sem ele que Madonna vem esse tempo todo reinando. Uma Rainha coroada, mas abandonada pelo seu Rei que entrou na maior bad trip de todos os tempos e despencou do trono pra nunca mais voltar (vale reforçar que Madonna e Michael são brigados há anos). "Confessions On a Dancefloor" já bombava, resgatando e renovando a disco music, quando a capa de "Futuresex/Lovesounds" destruia o globo espelhado da disco proposta por Madonna e propunha uma nova música feita pra chacoalhar. E ela entendeu o recado. Por isso Justin e Timbaland. Ambos representam o service-pack completo pra Madonna dar mais um passo e nos presentear mais uma vez com algo matador, certeiro. Ela tem fama de durona e de exigente, mas sabe como ninguém reconhecer um bom trabalho e, de uma forma até meio espertalhuda, covenhamos, os recebe como súditos se apropriando deles. E a gente sempre acha um máximo. "4 minutes to save the world" inaugura essa parceria à altura, destruidora, sintética, visceral, pancadona, enxuta, épica! As cornetas anunciam a chegada dos novos reis, do pop.(#)
A grande pergunta aquí é, Por que Justin e Timbaland? Justin e Timbaland são um para o outro o que Michael foi para Quincy e vice-versa. Sem esse papo de re-invetar (até mesmo porque a própria Madonna ja vestiu essa camisa, daí não vale), mas ambos inauguraram um novo pop mainstream musicalmente interessante, como Michael, Quincy e a própria Madonna em tempos áureos. Falando em Michael, é sem ele que Madonna vem esse tempo todo reinando. Uma Rainha coroada, mas abandonada pelo seu Rei que entrou na maior bad trip de todos os tempos e despencou do trono pra nunca mais voltar (vale reforçar que Madonna e Michael são brigados há anos). "Confessions On a Dancefloor" já bombava, resgatando e renovando a disco music, quando a capa de "Futuresex/Lovesounds" destruia o globo espelhado da disco proposta por Madonna e propunha uma nova música feita pra chacoalhar. E ela entendeu o recado. Por isso Justin e Timbaland. Ambos representam o service-pack completo pra Madonna dar mais um passo e nos presentear mais uma vez com algo matador, certeiro. Ela tem fama de durona e de exigente, mas sabe como ninguém reconhecer um bom trabalho e, de uma forma até meio espertalhuda, covenhamos, os recebe como súditos se apropriando deles. E a gente sempre acha um máximo. "4 minutes to save the world" inaugura essa parceria à altura, destruidora, sintética, visceral, pancadona, enxuta, épica! As cornetas anunciam a chegada dos novos reis, do pop.(#)
sábado, janeiro 19, 2008
macãzinha
I-pod, Tu-pod, Ele-pod...
O I-pod pintou no planeta entre 2001 e 2002. Passaram-se aproximadamente 7 anos e eu então posso colocar as mãos e desfrutar um que posso chamar de meu. Grande bobagem, tudo bem. Mas é meu! Rá!
Um I-pod pra chamar de seu.
Anyway, não há mesmo nada de mal em querer um I-pod, correto? Eu me acho bastante otimista, e gosto de pensar que caminhamos para um lado bom dessa história toda de sociedade consumista vs fome na áfrica. A geração que ouve Rage Against the Machine e Mv Bill no I-pod. Vem comigo.
Nada de panfletagem, só um comentário mesmo...
♫ Kanye West - Graduation
O I-pod pintou no planeta entre 2001 e 2002. Passaram-se aproximadamente 7 anos e eu então posso colocar as mãos e desfrutar um que posso chamar de meu. Grande bobagem, tudo bem. Mas é meu! Rá!
Um I-pod pra chamar de seu.
Anyway, não há mesmo nada de mal em querer um I-pod, correto? Eu me acho bastante otimista, e gosto de pensar que caminhamos para um lado bom dessa história toda de sociedade consumista vs fome na áfrica. A geração que ouve Rage Against the Machine e Mv Bill no I-pod. Vem comigo.
Nada de panfletagem, só um comentário mesmo...
♫ Kanye West - Graduationsegunda-feira, dezembro 03, 2007
sábado, dezembro 01, 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Hoje é pra falar de uma banda fantástica. Geralmente eu venho aquí escrever quando fico empolgado com alguma coisa, geralmente se trata de música, ou cinema... eu sou previsível, não nego.O que não é nada previsível é o som dessa banda, The Noisettes
Lá das bandas do Reino Unido, mais precisamente Londres, uma das vitrines culturais do mundo, rs.
Eu jah tentei descrever a banda, na primeira vez que ouví como sendo:
"A crueza do rock n' roll dos white stripes, com pegada soul/funk, como se a voz de Macy Gray chegasse à notas mais altas e mais gritadas, e uma generosa atitude punk"
E eh isso de certa forma, mas depois de algumas muitas audições do primeiro disco, What's the time Mr Wolf, que sai na gringa dia 5 de Fevereiro, e depois de pesquisar o que vem sendo falado sobre eles, que nem comunidade no orkut têm ainda (não tinha, pq eu fiz uma e agora tem... vamos ver se dá certo), descobrí que muito se tem falado a respeito da vocalista e baixista do trio como sendo o toque diferencial da banda.
E eh de fato!
Shingai Shoniwa é o nome da negra apimentada como Jannis Joplin e comparada também (além de Jannis) à diva do Jazz Billie Holliday, por conta da voz. Da última vez que ouví o álbum, mais propriamente o final do álbum, reparei uma veia jazzística mto forte no som da banda, o que faz todo sentido.
Minha promessa pra 2007 e um dos melhores álbuns que ouví recentemente.

WHAT'S THE TIME MR. WOLF (2007)
The Noisettes
www.myspace.com/noisettesuk
sexta-feira, dezembro 08, 2006
NME's Albums And Singles Of '06

Não quero comentar nada esse ano, juro. É só uma lista boboca apesar do jornalismo musical tendencioso - levado - a - sério da inglesíssima New Music Express. Mas que sabe como é né... é bacana relembrar, vale como dica etc.
E não foi surpresa pra ninguém que o Arctic Monkeys levasse a melhor esse ano.
Tá aí a seleção dos melhores ALBUNS e SINGLES segundo NME - New Music Express
Top 50 ALBUMS
50 The Kooks - Inside In / Inside Out
49 Absentee - Schmotime
48 Get Cape. Wear Cape. Fly – The Chronicles of A Bohemian Teenager
47 Wolfmother – s/t
46 Semifinalists – s/t
45 Bob Dylan – Modern Times
44 Isobel Campbell and Mark Lanegan – Ballard of The Broken Seas
43 Beck – The Information
42 The Automatic – Not Accepted Anywhere
41 The Gossip – Standing In The Way of Control
40 Midlake – The Trials Of Van Occupanther
39 The Young Knives – Voices Of Animals and Men
38 Metric – Live It Out
37 Be Your Own Pet – s/t
36 Datarock – Datarock Datarock
35 Forward Russia – Give Me A Wall
34 Albert Hammond Jr. – Yours To Keep
33 The Bronx – s/t
32 Lily Allen – Alright, Still
31 The Sunshine Underground – Raise The Alarm
30 Cat Power – The Greatest
29 The Spinto Band – Nice and Nicely Done
28 Morrissey – Ringleader of The Tormentors
27 Clap Your Hands Say Yeah! – s/t
26 Jarvis – That Jarvis Cocker Record
25 Mogwai – Mr Beast
24 Secret Machines – Ten Silver Drops
23 The Knife – Silent Shout
22 The Flaming Lips – At War With The Mystics
21 The Raconteurs – Broken Boy Soldiers
20 The Streets – The Hardest Way To Make An Easy Living
19 The Longcut – A Call And Response
18 The Rapture – Pieces of The People We Love!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
17 The Futureheads – News and Tributes
16 Amy Winehouse – Back To Black
15 Thom Yorke – The Eraser
14 TV On The Radio – Return To Cookie Mountain
13 Panic! At The Disco – A Fever You Can't Sweat Out
12 The Killers – Sam's Town
11 Howling Bells – s/t
10 My Chemical Romance – Welcome To The Black Parade
09 Kasabian – Empire 08 The Strokes – First Impressions of Earth
07 The Long Blondes – Someone To Drive You Home
06 Gnarls Barkley – St. Elsewhere
05 CSS – Cansei De Ser Sexy
04 Hot Chip – The Warning
03 Muse – Black Holes and Revelations
02 Yeah Yeah Yeahs – Show Your Bones
01 Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That's What I'm Not
Top 50 Singles
50 Larrikin Love – "Happy As Annie"
49 Pull Tiger Tail – "Animator"
48 The Young Knives – "She's Attracted To"
47 Howling Bells – "Setting Sun"
46 TV On The Radio – "Wolf Like Me"
45 Secret Machines – "Alone, Jealous and Stoned"
44 Regina Spektor – "Fidelity
43 The Rumple Strips – "Motorcycle"
42 Kelis – "Bossy"
41 The Sunshine Underground – "Put You In Your Place"
40 The Rapture – "Get Myself Into It"
39 The Strokes – "You Only Live Once"
38 Muse – "Knights Of Cydonia"
37 Panic! At The Disco – "I Write Sins Not Tragedies"
36 Kasabian – "Empire"
35 Dan Sartain – "Replacement Man"
34 To My Boy – "I Am X-Ray"
33 Nelly Furtado – "Promiscuous"
32 Mates of State – "Fraud in the 80's"
31 Be Your Own Pet – "Adventure"
30 Ali Love – "K Hole"
29 The Dresden Dolls – "Back Stabber"
28 Hot Chip – "Boy From School"
27 Primal Scream – "Country Girl"
26 Maps – "Lost My Soul"
25 The Flaming Lips – "The Yeah Yeah Yeah Song"
24 Lupe Fiasco – "Kick, Push"
23 Midlake – "Roscoe"
22 Muse – "Starlight" 21 Gnarls Barkley – "Smiley Faces"
20 Jarvis – "Running The World"
19 The Streets Ft, P . Doherty – "Prangin' Out"
18 Justice Vs Simian – "We Are Your Friends"
17 Klaxons – "Atlantis To Interzone"
16 The Holloways – "Generator"
15 The Long Blondes – "Once and Never Again"
14 The Raconteurs - "Steady, As She Goes"
13 Arctic Monkeys – "When The Sun Goes Down"
12 Metric – "Monster Hospital"
11 Klaxons - "Gravity's Rainbow"
10 Yeah Yeah Yeahs – "Cheated Hearts"
09 The View – "Wasted Little DJ's"
08 The Horrors – "Sheena Is A Parasite"
07 Amy Whinehouse – "Rehab"
06 CSS – "Let's Make Love and Listen To Death From Above"
05 Gnarls Barkley – "Crazy"
04 Muse – "Supermassive Black Hole"
03 The Gossip – "Standing In The Way Of Control"
02 Peter Bjorn and John ft. Victoria Bergsmen – "Young Folks"
01 Hot Chip – "Over and Over"
segunda-feira, novembro 27, 2006
sábado, novembro 25, 2006
"A Weekend in the City" - Bloc Party

Já rola um barulho feroz na internet a respeito do novo do Bloc Party, que tem data de lançamento marcada pra fevereiro de 2007 mas já "vazou" na net (parece que a banda enviou cópias pros jornalistas, logo isso de "vazar" não deve ter sido uma grande surpresa. E além do mais, estamos tratando de uma banda que surgiu em tempos de internet). Muita gente já dizendo que não curtiu o cd, muitas falando inclusive em decepção.
Eu confesso que o Cd me assustou. Cadê o Bloc Party do Silent Alarm? Eu sou apaixonado por "Silent Alarm", é um dos álbuns que mais me inspira e uma das minhas grandes referências, e é muito natural que eu queira um "Silent Alarm 2". O novo, intitulado "Weekend in the city", é mais obscuro, mais denso. Eu fiquei com uma pulga atrás da orelha porque eu gostava daquele clima "pra cima" do primeiro Cd e até confesso que a minha primeira impressão foi um pouco de "decepção", mas depois de algumas audições eu comecei a achar algo de Fantástico na banda em sí e principalmente no trabalho dos músicos nesse novo Cd. Ainda consigo ver o bloc party de antes, porém arriscando mais (inclusive nos "barulinhos" eletrônicos). A banda disse que se inspirou nos sons da cidade para esse álbum, e apartir disso dá pra perceber que é um álbum bem conceitual (O que achou da capa?). É uma grande banda arriscando, só isso. Confesso que gosto dos álbuns que me desafiam. O "Return to cookie mountains" do Tv On The Radio, por exemplo, até hoje me deixa vezes intrigado, vezes maravilhado.
Confesso estar curioso pra saber o que a crítica mundial vai dizer de "Weekend in the city", os mesmos críticos que elegeram Bloc Party uma das melhores bandas dessa safra de novas bandas que vêm aparecendo a alguns poucos anos e que elegeram "Silent Alarm" o melhor álbum de 2005.
E eu aquí ouvindo... e sabe o que descobrí? que ainda existe aquí aquele Bloc Party "pra cima", que faz agente sair do lugar e dançar.
Prometo que dou meu veredicto sobre "Weekend in the city" um dia aquí. Ou será que não precisa?
Ouça: "Hunting for witches" e "The Prayer".
terça-feira, novembro 07, 2006
WOOH ALRIGHT YEAH!
Muitas perguntas, algumas respostas...
Você já conhece "The Rapture"??





O Rapture é uma das bandas mais bacanas dos últimos tempos. O estilo eu definiria como disco-punk. É um som Pop, disco e rock n' roll ao mesmo tempo. É Punk pq às vezes é meio tosco, meio trash, meio descompromissado como o Pop também deve ser. "House of the jealous lovers" do primeiro CD é inexplicavelmente demais. O segundo Cd, "pieces of people we love", tah aí na praça e já tah rolando há algum tempo o som "Get myself into it". Mas o meu destque é tanto para a faixa em sí qto pra o clipe de "WOOH ALRIGHT YEAH!".
Eu confesso que, apesar de ter comprado na semana passada mais um cd dos Foo Fighters e um do Fall Out Boy (descobrí que sou EMO tb. rs. Que medo de mim), estou numa fase POP.
1. (uma) porque (obviamente como já ficou bem claro) eu pirei no Futuresex/Lovesounds do Mr.Timberlake.
2. (duas) porque a maioria das bandas mais legais que conheço atualmente estão mais pra Pop que pra Rock (Hard-Fi é umas delas).
3. (três.... acho que num tem nº três).
http://www.myspace.com/therapture - Aproveita que hoje em dia existe Myspace pra conhecer as bandas e economiza seu E-mule/Kaazaa/Soulseek etc.
Quer ver o vídeo? Então Toma!
Você é EMO??
Porque eu acho que virei EMO por conta da quantidade de bandas tachadas de "EMO" que considero bacanas ou no mínimo divertidas.
Você já conhece "The Rapture"??





O Rapture é uma das bandas mais bacanas dos últimos tempos. O estilo eu definiria como disco-punk. É um som Pop, disco e rock n' roll ao mesmo tempo. É Punk pq às vezes é meio tosco, meio trash, meio descompromissado como o Pop também deve ser. "House of the jealous lovers" do primeiro CD é inexplicavelmente demais. O segundo Cd, "pieces of people we love", tah aí na praça e já tah rolando há algum tempo o som "Get myself into it". Mas o meu destque é tanto para a faixa em sí qto pra o clipe de "WOOH ALRIGHT YEAH!".
Eu confesso que, apesar de ter comprado na semana passada mais um cd dos Foo Fighters e um do Fall Out Boy (descobrí que sou EMO tb. rs. Que medo de mim), estou numa fase POP.
1. (uma) porque (obviamente como já ficou bem claro) eu pirei no Futuresex/Lovesounds do Mr.Timberlake.
2. (duas) porque a maioria das bandas mais legais que conheço atualmente estão mais pra Pop que pra Rock (Hard-Fi é umas delas).
3. (três.... acho que num tem nº três).
http://www.myspace.com/therapture - Aproveita que hoje em dia existe Myspace pra conhecer as bandas e economiza seu E-mule/Kaazaa/Soulseek etc.
Quer ver o vídeo? Então Toma!
**
Você é EMO??
Porque eu acho que virei EMO por conta da quantidade de bandas tachadas de "EMO" que considero bacanas ou no mínimo divertidas.
sábado, setembro 16, 2006
CRÍTICAS: JUSTIN TIMBERLAKE - FUTURESEX/LOVESOUNDS

por Rodrigo James
(programaaltofalante.uol.com.br)
Onde está escrito que um ex-integrante de uma boy band não pode ter bom gosto musical e evoluir musicalmente? Não que o trabalho que Justin Timberlake fez com o N’Sync seja de todo descartável. Espremendo a laranja dá pra tirar algumas boas canções, como a emblemática “Pop”, mas é óbvio que a coisa ali se pautava muito na imagem e na adoração dos cinco membros do grupo pelas adolescentes histéricas. A fórmula de uma boy band sendo repetida mais uma vez e – mais uma vez – com um sucesso absurdo.
Mas eis que Justin Timberlake lança seu primeiro álbum solo em 2002. “Justified” já prenunciava um Justin mais maduro, fazendo músicas para as massas, porém já colocando seu bom gosto musical pra fora. Canções como “Señorita”, “Like I Love You” (produzida pelos midas da música pop americana contemporânea, os Neptunes) e a baladona “Cry Me a River” não atraíram tanta a atenção dos críticos simplesmente porque estavam estouradas na MTV, nas rádios e Justin parecia trilhar ali o mesmo caminho pop adolescente inconseqüente adolescente do passado. Ledo engano. Olhando para trás, é nítida a evolução musical de Mr. Timberlake e sua subida de categoria. De pop inconseqüente adolescente para pop de bom gosto.
E eis que 2006 chega, e com ele “Future Sex/Love Sounds”, segundo trabalho solo de Justin Timberlake e um álbum que pode tranquilamente ser descrito como “impressionante”. A evolução do som do garoto (mais uma vez auxiliado por Neptunes, Timbaland, Rick Rubin e outros pica-grossas do pop americano) é mais do que evidente e o primeiro single não nos deixa mentir. “Sexyback” tem ecos de electro-rock e as primeiras audições enganaram todo mundo. Um alemão filhote de Peaches? Um dj inglês fazendo pop americano? Um pássaro? Um avião? Nada disso. Era simplesmente o bom e velho (nem tão velho assim) Justin fazendo música. A audição de “Future Sex/Love Sounds” na íntegra impressiona ainda mais porque ao que parece é um disco até difícil. Os hits não são tão evidentes assim. Talvez “My Love ft T.I.” seja um deles e “Damn Girl ft. will i. am” outro, mas num geral o disco está bem mais para “Black Álbum” e “Dangerous”, do que “Purple Rain” e “Thriller”, se levarmos em conta que a comparação com Prince e Michael Jackson é válida.
Aliás, a comparação não só é válida como não é em vão. Justin Timberlake é uma espécie de herdeiro musical para o bem de Prince e Michael Jackson. Indo um pouco além, podemos dizer que esta linhagem do novo pop, encabeçada por ele e por Robbie Williams (outro ex-boy band, não por acaso) está para os dias de hoje assim como Prince, Jackson, Madonna e tantos outros estiveram para o pop da década de 80. Guardadas as devidas proporções, é claro. Mas isso em nada desmerece os trabalhos de uns nem supervaloriza os de outros. Apenas deixa as coisas mais claras e coloca Justin no lugar que ele merece: no topo do panteão Pop.
Onde está escrito que um ex-integrante de uma boy band não pode ter bom gosto musical e evoluir musicalmente? Não que o trabalho que Justin Timberlake fez com o N’Sync seja de todo descartável. Espremendo a laranja dá pra tirar algumas boas canções, como a emblemática “Pop”, mas é óbvio que a coisa ali se pautava muito na imagem e na adoração dos cinco membros do grupo pelas adolescentes histéricas. A fórmula de uma boy band sendo repetida mais uma vez e – mais uma vez – com um sucesso absurdo.
Mas eis que Justin Timberlake lança seu primeiro álbum solo em 2002. “Justified” já prenunciava um Justin mais maduro, fazendo músicas para as massas, porém já colocando seu bom gosto musical pra fora. Canções como “Señorita”, “Like I Love You” (produzida pelos midas da música pop americana contemporânea, os Neptunes) e a baladona “Cry Me a River” não atraíram tanta a atenção dos críticos simplesmente porque estavam estouradas na MTV, nas rádios e Justin parecia trilhar ali o mesmo caminho pop adolescente inconseqüente adolescente do passado. Ledo engano. Olhando para trás, é nítida a evolução musical de Mr. Timberlake e sua subida de categoria. De pop inconseqüente adolescente para pop de bom gosto.
E eis que 2006 chega, e com ele “Future Sex/Love Sounds”, segundo trabalho solo de Justin Timberlake e um álbum que pode tranquilamente ser descrito como “impressionante”. A evolução do som do garoto (mais uma vez auxiliado por Neptunes, Timbaland, Rick Rubin e outros pica-grossas do pop americano) é mais do que evidente e o primeiro single não nos deixa mentir. “Sexyback” tem ecos de electro-rock e as primeiras audições enganaram todo mundo. Um alemão filhote de Peaches? Um dj inglês fazendo pop americano? Um pássaro? Um avião? Nada disso. Era simplesmente o bom e velho (nem tão velho assim) Justin fazendo música. A audição de “Future Sex/Love Sounds” na íntegra impressiona ainda mais porque ao que parece é um disco até difícil. Os hits não são tão evidentes assim. Talvez “My Love ft T.I.” seja um deles e “Damn Girl ft. will i. am” outro, mas num geral o disco está bem mais para “Black Álbum” e “Dangerous”, do que “Purple Rain” e “Thriller”, se levarmos em conta que a comparação com Prince e Michael Jackson é válida.
Aliás, a comparação não só é válida como não é em vão. Justin Timberlake é uma espécie de herdeiro musical para o bem de Prince e Michael Jackson. Indo um pouco além, podemos dizer que esta linhagem do novo pop, encabeçada por ele e por Robbie Williams (outro ex-boy band, não por acaso) está para os dias de hoje assim como Prince, Jackson, Madonna e tantos outros estiveram para o pop da década de 80. Guardadas as devidas proporções, é claro. Mas isso em nada desmerece os trabalhos de uns nem supervaloriza os de outros. Apenas deixa as coisas mais claras e coloca Justin no lugar que ele merece: no topo do panteão Pop.
**
por Marcio Teixeira de Mello (almanaquevirtual.com.br)
Mais uma vez o tema é “artista originalmente mal orientado que passos adiante se redime sinistramente”. É isso. Justin Timberlake, o cara do N´Sync, em seu primeiro disco já mostrou que era um artista real, capaz de produzir muita coisa interessante, e em diversas direções. É claro que uma produção das boas ajuda, e muito, mas, ora, em que disco a produção não é boa parte do trabalho? Pois em Futuresex/Lovesounds o que se tem é uma série interminável de levadas acachapantes, arranjos soltos e músicas pop perfeitas que se espalham e se transformam. Muito legal mesmo. Se em Sexyback, o primeiro single, Timberlake já se instala em seu cérebro (o yeah dela é um vírus), saiba que o disco cria esse efeito por diversas vezes. Muitos potenciais hits, para variar.
Como exemplo emblemático, Love Stoned começa lembrando Rock Your Body e seu refrão é abissal, com camadas e mais camadas sonoras que criam um ambiente de noite tão dançante quanto perdida. No final ela já começa a se transformar em I Think She Knows, que tem início oficial em uma guitarra que poderia ter aberto By The Way, dos Chili Peppers. Violoncelos reais. Beatbox sem displicência. Bateria quebrada. O cara canta pra cacete e seu som está longe de ser algo vazio ou descartável. Honestamente. A faixa termina sete minutos e vinte e quatro segundos depois de ter início e deixa você feliz por Michael Jackson ter sido bem compreendido.
Outro exemplo: Until The End Of Time parece algo dos anos oitenta, tipo artista de r&b em decadência, naquele clima meio cafônico, mulletesco, de som de motel, mas no refrão você vê que se trata de mais uma música perfeita do cara. Incrível como algo do tipo acontece. É como se o Wando fosse, ao mesmo tempo, o Stevie Wonder. Depois você percebe que ele nunca foi o Wando. Era você quem estava ouvindo rock demais.
Fica claro que Timberlake segue amadurecendo e que as asas vão crescendo. O disco é extremamente coeso, sendo vibrante e escuro na medida certa. E variado. Do funkadeliquismo de Sexy Ladies à delicadeza torta de My Love, do clima dos setenta da bateria e órgão de Damn Girl (com will.i.am do Black Eyed Peas) à melodia e vozes absurdas de Summer Love, tudo é contagiante e legal. Disco que deve ser comprado de olhos fechados.
Mais uma vez o tema é “artista originalmente mal orientado que passos adiante se redime sinistramente”. É isso. Justin Timberlake, o cara do N´Sync, em seu primeiro disco já mostrou que era um artista real, capaz de produzir muita coisa interessante, e em diversas direções. É claro que uma produção das boas ajuda, e muito, mas, ora, em que disco a produção não é boa parte do trabalho? Pois em Futuresex/Lovesounds o que se tem é uma série interminável de levadas acachapantes, arranjos soltos e músicas pop perfeitas que se espalham e se transformam. Muito legal mesmo. Se em Sexyback, o primeiro single, Timberlake já se instala em seu cérebro (o yeah dela é um vírus), saiba que o disco cria esse efeito por diversas vezes. Muitos potenciais hits, para variar.
Como exemplo emblemático, Love Stoned começa lembrando Rock Your Body e seu refrão é abissal, com camadas e mais camadas sonoras que criam um ambiente de noite tão dançante quanto perdida. No final ela já começa a se transformar em I Think She Knows, que tem início oficial em uma guitarra que poderia ter aberto By The Way, dos Chili Peppers. Violoncelos reais. Beatbox sem displicência. Bateria quebrada. O cara canta pra cacete e seu som está longe de ser algo vazio ou descartável. Honestamente. A faixa termina sete minutos e vinte e quatro segundos depois de ter início e deixa você feliz por Michael Jackson ter sido bem compreendido.
Outro exemplo: Until The End Of Time parece algo dos anos oitenta, tipo artista de r&b em decadência, naquele clima meio cafônico, mulletesco, de som de motel, mas no refrão você vê que se trata de mais uma música perfeita do cara. Incrível como algo do tipo acontece. É como se o Wando fosse, ao mesmo tempo, o Stevie Wonder. Depois você percebe que ele nunca foi o Wando. Era você quem estava ouvindo rock demais.
Fica claro que Timberlake segue amadurecendo e que as asas vão crescendo. O disco é extremamente coeso, sendo vibrante e escuro na medida certa. E variado. Do funkadeliquismo de Sexy Ladies à delicadeza torta de My Love, do clima dos setenta da bateria e órgão de Damn Girl (com will.i.am do Black Eyed Peas) à melodia e vozes absurdas de Summer Love, tudo é contagiante e legal. Disco que deve ser comprado de olhos fechados.
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# Eu sou suspeito, logo, preferi colocar duas críticas que de uma forma geral expressam o que jornalistas no mundo todo têm falado sobre esse álbum.
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